segunda-feira, 26 de maio de 2014

Não há morada para a raiva




La chambre de Van Gogh à Arles, 1889
Musee d'Orsay, Paris


Há uma porta que não abre nem fecha
E que não leva a lado nenhum
Há uma escada que não sobe nem desce
E não serve de passagem
Há uma janela de vidros baços
Sem paisagem e sem ar
Não há nenhuma casa que sustente esta ilusão
Não há morada para a raiva
Cama onde se deite a esperança
Parte de um projecto sem nome
Que fazia parte do tempo e nunca chegou a partir



1 comentário:

Renata Sampaio Silva Nogueira disse...

Gostei muito desta poesia Rui.
Parabéns Renata